Na história em quadrinhos de Maurício de Souza, com as personagens Mônica e Magali, ao lado; e Garfield, de Jim Davis, abaixo, ilustra-se essa questão.

Mas e como é possível saber se uma mera história em quadrinhos pode estar dizendo a verdade? Na realidade, há uma explicação: a resposta para o bocejo ser contagioso tem como argumentação a existência de neurônios espelhos. Estes neurônios, segundo o fisiologista Raúl Santo de Oliveira, da Universidade Federal Paulista (Unifesp), gravam a forma como nos comportamos em determinadas situações e irão basear nossas ações futuras nos comportamentos passados. Ao vermos alguém bocejando, os neurônios-espelho desencadeiam um ato-reflexo, que não controlamos, e dão início ao bocejo. Até podemos tentar pará-lo, mas ele vai começar sem que queiramos. O que acontece é que quando bocejamos por "reflexo", em geral estamos em uma situação parecida com a primeira pessoa que bocejou. Um grupo de pessoas que está vendo um filme, por exemplo. Se elas estão relaxadas - em um filme chato, por exemplo -, quando a primeira pessoa boceja, o cérebro de uma pessoa próxima pode notar que ela precisa ficar mais alerta e também aciona o bocejo.
Para entender melhor como isso acontece, vale à pena assistir ao vídeo produzido pela quadro "Neurológica" do programa "Fantástico" da TV-Globo abaixo:
Então, além dos neurônios espelhos, a amígdala e o hipotálamo também são responsáveis pelo bocejo, pois estes provocam as reações que acompanham o bocejo. Estes não são controlados pelo córtex pré-frontal, então, desencadeando o ato de bocejar. No final das contas, só há um conselho: ser discreto e tapar a boca com a mão nessa hora! Bom bocejo! Uáhhh...
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